Veja - Beijos, Escolhas e Bolhas de Sabão


Críticas





10 de abril de 2002



Adolescente sim, bobo não (Mônica Santos)
Um raro espetáculo juvenil que leva a moçadinha a sério



Rogério Montenegro

Beijos, Escolhas e Bolhas de Sabão: diversão sem lições de moral



Seis espetáculos dirigidos a adolescentes estão em cartaz na cidade. E não são aquelas adaptações oportunistas de clássicos da literatura obrigatórios para vestibulandos, no melhor estilo "não leia". Sexo, namoro, amizade, internet, drogas e outros temas pertinentes à geração espremida entre o conforto da infância e as exigências da vida adulta pontuam as tramas. A notícia poderia ser comemorada não fossem os equívocos cometidos nessas montagens. Exceção, por sorte, é Beijos, Escolhas e Bolhas de Sabão. Escrita e dirigida por Jaime Celiberto, esta comédia romântica enfoca quatro garotas em contagem regressiva para o vestibular. Além do dilema sobre qual profissão escolher, elas estão às voltas com o primeiro amor e as primeiras decepções. A econômica cenografia equilibra o mundo lúdico, representado com ursos de pelúcia e telefones, e o racional, simbolizado por meio de frações matemáticas impressas no chão. O espetáculo agrada, seja pelo esforço dos jovens atores – entre eles Lucielly Camargo, irmã dos sertanejos Zezé Di Camargo e Luciano –, seja pela eficácia do texto. Celiberto peca unicamente pela superficialidade de algumas passagens. Faltou aprofundar e ousar mais, mas ele está no caminho certo.


Beijos, Escolhas e Bolhas de Sabão (60 min). 14 anos. Estreou em 5/3/02. Centro Cultural São Paulo ­ Sala Adoniran Barbosa (300 lugares). Rua Vergueiro, 1000 Paraíso, 3277-3611, Metrô Vergueiro. Terça e quarta, 19,30h R$ 10,00. Até 31 de julho.