Era uma manhã de um dia de semana qualquer, no Camerati me avisaram que o Julinho (engenheiro de Som) estava na Pães e Cia (padaria natural que pertencia aos ex-jogadores de basquete da seleção brasileira Marcelo Vido e Nilo Pestaña). Cheguei chegando na Pães, já falando alguma besteira sobre alguma mulher pro Julinho ele fazendo aquela cara que nunca fazia, de que eu tava dando um mico geral. Percebi que ele estava acompanhando de um homem, fino e fino. Fala mansa... remediou meu mico fazendo um comentário do tipo: “sossega, eu também gosto” e se apresentou: Zé Miguel. Puts, era José Miguel Wisnik, o preterido de todos os intérpretes. Ele é o Cara dos compositores, o Professor, ou em bom italiano, ele é o Maestro.
Ele estava lá porque ia começar a gravar o seu CD. Um dos CDs mais lindos que já ouvi na minha vida. Pode baixar sem medo.
Pra ter uma historinha pra contar, lembro de quando o Zé foi Gravar a faixa “Soneto Do Olho-Do-Cu", pra quem entende do processo de gravação, geralmente os interpretes gravam "uma voz guia" para só depois de finalizada a captação dos instrumentos colocarem a voz final. Pois bem, era uma tarde chuvosa e lá foi, Zé Miguel, gravar a voz guia. Gravou na técnica mesmo, onde a proteção acústica não é total. La estava Aquele GETLEMAN, o Professor, enfim... o Maestro cantando aquela letra scatologica, visivelmente encabulado. Não houve dúvida por parte dele (risos), não entrou no áquario pra gravar novamente a voz. A voz que foi para o CD é aquela gravada na técnica. Para os mais atentos, vão escutar a participação especial de um delicioso barulhinho de chuva que "vazou" para o microfone da técncia.
é só baixar e conferir.
Pra quem é consumidor de música não vai fazer muito sentido a lista de participantes do Cd, para quem acompanha quem é quem aqui vai a lista de feras que participaram:
Pra ter uma historinha pra contar, lembro de quando o Zé foi Gravar a faixa “Soneto Do Olho-Do-Cu", pra quem entende do processo de gravação, geralmente os interpretes gravam "uma voz guia" para só depois de finalizada a captação dos instrumentos colocarem a voz final. Pois bem, era uma tarde chuvosa e lá foi, Zé Miguel, gravar a voz guia. Gravou na técnica mesmo, onde a proteção acústica não é total. La estava Aquele GETLEMAN, o Professor, enfim... o Maestro cantando aquela letra scatologica, visivelmente encabulado. Não houve dúvida por parte dele (risos), não entrou no áquario pra gravar novamente a voz. A voz que foi para o CD é aquela gravada na técnica. Para os mais atentos, vão escutar a participação especial de um delicioso barulhinho de chuva que "vazou" para o microfone da técncia.
é só baixar e conferir.
Pra quem é consumidor de música não vai fazer muito sentido a lista de participantes do Cd, para quem acompanha quem é quem aqui vai a lista de feras que participaram:
Músicos - Ulisses Rocha - Bocato - Elisa Zein - Ronaldo Nunes - Swami Junior - Duda Neves - Marcelo Costa - Ricardo Breim - Constantino Fraga - Cláudio Lucci - Cláudio Faria - Zeca Assumpção - Jaques Morelenbaum - Marcos Suzano - Luiz Tatit - Gerson Galante - Matias Capovilla.
Voz - Ná Ozzetti – Arrigo Barnabé - Theo Werneck
CD foi lançando não sei em que dia de 1992 no SESC Pompéia, completamente lotado. Repleto de celeridades e me lembro de ter ficado boa meia hora na fila que se formou no camarim, pra conseguir dar um abraço no Zé.
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faixa 01 - Se Meu Mundo Cair
Composta por: José Miguel WisnikMúsicos:
Bocato : Trombone
José Miguel Wisnik : Piano
Ulisses Rocha : Violão
Zeca Assumpção : Contrabaixo
Arranjos: José Miguel Wisnik
faixa 02 - Mundo Cruel
Composta por: José Miguel WisnikMúsicos:
Duda Neves : Bateria
Elisa Zein : Teclado Cordas
José Miguel Wisnik : Teclados
Renato Nunes : Guitarra e violão
Swami Júnior : Baixo Elétrico
Arranjos: Elisa Zein, José Miguel Wisnik, Renato Nunes
faixa 03 - Laser
Composta por: José Miguel Wisnik, Ricardo BreimMúsicos:
José Miguel Wisnik : Piano
Swami Júnior : Baixo Elétrico
Arranjos: José Miguel Wisnik
faixa 04 - Vírus
Composta por: José Miguel WisnikMúsicos:
Constantino Fraga : Programação Eletrônica
José Miguel Wisnik : Teclados
Marcelo Costa : Tamborim
Marcelo Costa : Bateria
Renato Nunes : Guitarra
Ricardo Breim : Teclados
Swami Júnior : Baixo Elétrico
Part. Especial: Ná Ozzetti : Voz
faixa 05 - Mais Simples
Composta por: José Miguel WisnikMúsicos:
Cláudio Lucci : Violão
José Miguel Wisnik : Teclados
Part. Especial: Ná Ozzetti : Voz
Arranjos: Elisa Zein
faixa 06 - Estranho Jardim
Composta por: José Miguel WisnikMúsicos:
Duda Neves: Bateria
José Miguel Wisnik : Teclados
Luiz Carlos Faria : Trompete
Zeca Assumpção : Contrabaixo
Arranjos: José Miguel Wisnik, Ricardo Breim
faixa 07 - A Olhos Nus
Composta por: José Miguel WisnikMúsicos:
José Miguel Wisnik : Piano
Ulisses Rocha : Violão
Part. Especial: Ná Ozzetti : Voz
faixa 08 - Polonaise
Composta por: José Miguel Wisnik, Paulo LeminskyMúsicos:
Jaques Morelenbaum : Violoncelos
José Miguel Wisnik : Piano e cordas
Marcos Suzano : Percussão
Swami Júnior : Baixo Elétrico
Part. Especial: Ná Ozzetti : Voz
Aranjos: José Miguel Wisnik
faixa 09 - A Primeira Vez, Mamãe, Que Eu Fui Ao Cinema
Composta por: José Miguel WisnikMúsicos:
Constantino Fraga : Programação Eletrônica
Duda Neves : Bateria
Elisa Zein : Teclados
José Miguel Wisnik : Teclados
Marcelo Costa : Pandeiro
Renato Nunes : Guitarra
Swami Júnior : Baixo Elétrico
Part. Especial: Arrigo Barnabé, Ná Ozzetti, Suzana Salles: Voz
Arranjos: José Miguel Wisnik, Ricardo Breim
faixa 10 - Vôo Cego
Composta por: José Miguel WisnikMúsicos:
Constantino Fraga : Programação Eletrônica
Duda Neves : Bateria
Theo Werneck, Virgínia Rosa, Eveline Hecker, Miriam Maria, Natália Barros : Voz
Renato Nunes : Guitarra
Swami Júnior : Baixo Elétrico
Arranjos: Constantino Fraga, Elisa Zein, José Miguel Wisnik
faixa 11 - Subir Mais
Composta por: José Miguel Wisnik, Paulo LeminskyMúsicos:
Duda Neves: Bateria
José Miguel Wisnik: Teclados
Marcos Suzano: Pandeiro
Renato Nunes: Guitarra
Swami Júnior: Baixo Elétrico
Arranjos: José Miguel Wisnik, Ricardo Breim
faixa 12 - Pesar Do Mundo
Composta por: José Miguel Wisnik, Paulo NevesMúsicos:
Jaques Morelenbaum : Violoncelo
José Miguel Wisnik : Teclados
Marcelo Costa : Percussão
Swami Júnior : Baixo Elétrico
Part. Especial: Ná Ozzetti : Voz
Arranjos: Constantino Fraga, José Miguel Wisnik
faixa 13 - Som E Fúria
Composta por: José Miguel Wisnik, Paulo NevesMúsicos:
José Miguel Wisnik : Teclados
Marcos Suzano : Percussão
Renato Nunes : Guitarra
Swami Júnior : Baixo Elétrico
Part. Especial: Ná Ozzetti : Voz
Arranjos: José Miguel Wisnik
faixa 14 - Soneto Do Olho-Do-Cu
Composta por: José Celso Martinez Corrêa, José Miguel Wisnik, Marcelo DrumondMúsicos:
José Miguel Wisnik : Teclados
Marcos Suzano : Percussão
Swami Júnior : Baixo Elétrico
Toninho Ferragutti : Acordeon
faixa 15 - Mestres Cantores
Composta por: José Miguel Wisnik, Luiz TatitMúsicos:
Gerson Galante : Saxofone Tenor
Luiz Carlos Faria : Trompete
Luiz Tatit : Violão
Marcos Suzano : Percussão
Mathias Capovilla : Trombone
Part. Especial: Luiz Tatit : Voz
Arranjos: Mathias Capovilla
Clique na imagem pra ver o singelo currículo do moço.
Com 40 anos de estrada, grupo
trocou palco de centro cultural por sacristias
No dia 28 de março/2007, data em que se comemorou o dia do circo e do teatro, a Assembléia Legislativa de São Paulo homenageou importantes personagens nacionais dessas artes. Uma delas foi César Vieira, pseudônimo artístico-político de Idibal Pivetta, diretor teatral, fundador e principal mentor do Teatro União e Olho Vivo, grupo não profissional que completou, no ano passado, quatro décadas de atuação.
“Foram mais de 3 milhões de apresentações pelo Brasil afora, sempre sem dinheiro e nunca se curvando à censura, à repressão cultural e política”, sapecou, em discurso na ocasião, o deputado Vicente Cândido (PT). Exagero à parte - ainda que o grupo realizasse dez apresentações diárias por 40 anos seguidos não chegaria sequer perto do número mencionado -, foi justa a homenagem, que coincidiu com a apresentação do recém-criado Prêmio Assembléia Legislativa de Arte e Cultura, que terá edições anuais.A trupe é fiel seguidora do verso da música “Nos bailes da vida”, conhecida na interpretação de Milton Nascimento, quando afirma que “todo artista tem que ir aonde o povo está”. O União e Olho Vivo não espera o público: vai até ele. Suas apresentações são quase sempre gratuitas, em palcos inusitados. Em geral, as encenações são “remuneradas” com o dinheiro da condução e lanches, condições que garantem o status de grupo amador.
O grupo possui uma sede modesta, situada no Bom Retiro, zona oeste de São Paulo: um galpão e outras construções básicas onde se realizam ensaios, reuniões e esporádicas apresentações. O terreno foi cedido pela prefeitura por concessão de uso. A companhia agora pleiteia a permissão de uso por 30 anos.
Houve uma época em que alguns - entre eles os arquitetos Omerville de Souza Ferreira e Rogério Batagliesi - acreditaram, utopicamente, que o terreno poderia comportar um centro cultural, supostamente mais adequado ao futuro do grupo. PROJETO dedicou quatro páginas da edição 47, de janeiro de 1983, a essa - hoje pode ser considerada assim - quimera.Uma pequena sala de espetáculos para 175 espectadores, laboratório de artes cênicas e de aprendizado de funções técnicas, alojamentos e biblioteca faziam parte do programa. O projeto não custou nada ao grupo, recorda Vieira.
Apesar de já ter se apresentado em importantes espaços no Brasil e no mundo - desde o Teatro Municipal de São Paulo até o festival da cidade de Nancy, na França -, as sacristias de igrejas têm sido o palco mais freqüentado pelo grupo. “Jesus Cristo é o nosso assíduo espectador”, brinca Vieira. “E nunca reclamou”, completa.
Um dos registros do trabalho do Grupo, é o LP (bolachão, vinil, ou simplesmente long player) de 1979 -
"Bumba, meu queixada".
Conheça esse trabalho clicando no vinil aqui
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Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 327 Maio de 2007
fonte:
http://www.arcoweb.com.br/memoria/jesus-nunca-reclamou-teatro-uniao-02-07-2007.html
fonte:
http://www.arcoweb.com.br/memoria/jesus-nunca-reclamou-teatro-uniao-02-07-2007.html
sábado
comentários
O Saci
Assistência de Direção
O Saci foi o primeiro trabalho como Assistente de Direção de Vladimir Capella, e com certeza o mais difícil. Fui chamado para fazer assistência ja com o barco andando, e peguei bem a fase de final de sala de ensaio e ir para o teatro da Hebraica e colcoar o Navio em pé. E que navio!!!! Haviam tantos recortes no palco que ele literalmente parecia uma peneira de apanhar Saci.
Eram passagens pelo foço do palco, passagens pelo urdimento, efeitos improváveis como uma cachoeira, um elevador e tudo feito artezanalmente.
Três pessoas foram absolutamente responsáveis por colocar aquele navio no mar. O Cenotécnico Jorge Ferreira, o ator e hoje diretor da Nau de Ícaros Marco Vettori (responsável pelas técncias circenses e a segurança) e Eu. Eram horas madrugada a dentro, encontrando soluções pra infinitas traquinagens que a concepção de Capella nos impunha.
E garanto que não me arrependo de nenhuma das centas dificuldades que enfrentamos e afirmo que não desisitiamos de um efeito sem antes ter esgotado todos os recursos possíveis e as vezes os impossíveis. Foi uma escola e tanto.
Alguns causos, valem ser contados (apesar de serem muitos e infinitos), mas um deles é que Paulinho Guarnieri fazia o Pedrinho e eu, completamente fã do pai dele, Gianfrancesco Guarnieri, ficava dando plantão no saguão da Hebraíca esperando o dia do Pai vir ver o espetáculo da cria. Paulinho, me via e ja soltava.
- Desencana que meu pai não vem.... É quase impossível tirar ele de casa.
E realmente ele nunca foi assistir ao espetáculo. Mas.. o universo me reservou algo muito melhor. Anos a frente, por uma sequência de coincidências Guarnieri pai, aceitou o convite de Lara Córdula de conhecer meu texto ("O Pequeno..."), sem saber que na sequência viria o convite dela para que ele viesse a fazer parte do elenco. E ele, o Maestro, aceitou de pronto.
Bom mas essa é outra história.....
O Saci ganhou os seguintes prêmios:
Mambembe
Melhor Ator: Eduardo SilvaAPETESP
Melhor Espetáculo
Melhor Direção
Melhor Texto: Vladimir Capella
Melhor Ator: Eduardo Silva
Melhor Produção: Bete Antunes
Melhor Cenário: Márcio Tadeu
Melhor Figurino: Márcio Tadeu
Melhor Cenotécnico: Jorge Ferreira
Maria Borralheira
Assistência de Direção
Borralheira, foi minha segunda ou terceira assitência para o Capella. Tirando a difícil arte de lidar com a forte personalidade de Maria Lucia Pererira(††) Então diretora do teatro popular do SESI, foi uma montagem de uma tranquilidade, de um elenco unisso. O espetáculo era lindo e gerava imensas filas no quarteirão em que o Sesi fica instalado na Paulista.
Tanto era o sucesso do espetáculo que foi um dos poucos a ficar dois anos em cartaz no Teatro Popular do Sesi: 1994/95.
Voltei a encontrar alguns dos atores em montagens minhas posteriores, foi o caso de Laura Córdula ("O Pequeno..."), Ana Luiza Leão e Rogerio Romer ("Beijos, escolhas...") e sempre é uma delícia encontrar um ex Borralhudo.
O Espetáculo recebeu os sguintes prêmios:
Melhor Direção
Melhor atriz: Selma Luchesi
Melhor Cenário: J.C. Serroni
APCA(Associação Paulista dos Críticos de Arte)
Melhor Espetáculo
Melhor Direção
Melhor Cenário: J.C. Serroni
Melhor Produção: Teatro Popular do SESI
SHARP
Melhor Espetáculo
Passaram Pelo Palco
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